25 de outubro de 2012

NÃO HÁ AUMENTO SIGNIFICATIVO DOS PEDIDOS DE PASSAGEM À RESERVA POR MILITARES

012-10-22 às 18:57
 

NÃO HÁ AUMENTO SIGNIFICATIVO DOS PEDIDOS DE PASSAGEM À RESERVA POR MILITARES

Na sequência de várias notícias publicadas, nos últimos dias, sobre as Forças Armadas Portuguesas, o Ministério da Defesa Nacional emitiu um comunicado no qual esclarece que «ao contrário do que foi noticiado, que esteja a verificar-se, até à data, qualquer "mobilização em massa" ou um "aumento significativo" de pedidos de passagem à reserva, nas Forças Armadas Portuguesas», sendo «igualmente falso que a partir de 1 de Janeiro de 2013, com a entrada em vigor do novo Orçamento do Estado, fiquem suspensas as passagens à reserva».
«Tendo em conta a especificidade da Condição Militar - refere igualmente o comunicado -, a proposta de Orçamento do Estado para 2013 prevê um conjunto de exceções que abrange e viabiliza a passagem à reserva dos militares, que reúnam as condições para o efeito», referindo a «passagem à reserva por limite de idade - artigo 153.º do EMFAR», a «passagem à reserva por ser atingido tempo máximo de permanência em determinados postos - n.º 1 do artigo 154.º do EMFAR», e a «passagem à reserva com 36 anos de serviço e 55 anos de idade - alínea c) do n.º 1 do artigo 152.º do EMFAR».
O comunicado do Ministério da Defesa Nacional refere que «não ficam abrangidas nestas exceções algumas situações, pontuais», referindo a «passagem à reserva com 20 anos de serviço militar, por requerimento - alínea b) do n.º 1 do artigo 152.º do EMFAR» e a «passagem à reserva por não preenchimento de condições gerais de promoção - n.º 2 do artigo 154.º e n.º 2 do artigo 185.º do EMFAR».
No âmbito da proposta de Orçamento do Estado para 2013, o Ministério da Defesa Nacional recorda que, «tendo em atenção a especificidade da Condição Militar, a mesma prevê um regime para promoções nas Forças Armadas, à semelhança do constante no Orçamento Retificativo de 2012, sem aumento de despesa com pessoal nas entidades em que as promoções tenham lugar».
O Ministério refere também - «apesar de se tratar de uma questão do âmbito estritamente pessoal, não relacionado com o desempenho da função militar» -, que é «igualmente falso, ao contrário do que tem sido afirmado, que 18% dos militares tenham os seus salários penhorados», pois, «de acordo com os dados recolhidos juntos dos três Ramos das Forças Armadas, esse número não ultrapassa os 3%».

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